Fórum Brasil-Itália traz 50 empresas interessadas no potencial de negócios entre dois países. Afonso Mamede, presidente da Sobratema, foi um dos palestrantes da Mesa de Infraestrutura
Como se não bastasse a intrínseca ligação entre o Brasil e a Itália no futebol, na culinária, na linguagem e na cultura popular, devido a forte presença da imigração italiana no Brasil, os dois países também vivenciam momentos políticos e econômicos similares: a Itália ainda vive sobre os efeitos de uma crise econômica que se abateu sobre a Europa e vem realizando reformas estruturais, caminho que o Brasil trilha hoje, para reencontrar o caminho do crescimento econômico. E começa a sentir sinais de recuperação, que apesar de ainda lentos, já são amplamente comemorados, o que traz certo alento para os empresários brasileiros. "O Brasil, apesar da crise, representa um oportunidade de investimento importante, pelo seu capital humano, pelo ajuste fiscal que foi votado pelo Parlamento. Nós também já passamos por todas essas reformas", disse Ivan Scalfarotto, vice-ministro do Desenvolvimento Econômico daquele país que presidiu a missão a Missão Empresarial Brasil-Itália 2016, realizada nos dias 24 e 25 de dezembro em São Paulo. "Tanto a Argentina quanto o Brasil estão dando sinais de abertura depois de um período de fechamento. Como somos um país que pode exportar qualidade, excelência e tecnologia, estamos interessados em ser parte desse processo. Maior transparência nos procedimentos e maior clareza sobre os prazos e tarifas são elementos concretos que tornam mais simples a chegada de capital externo", explicou Scalfarotto.
Maior missão realizada pela Itália em 2016, foi organizada pelo governo italiano, por meio da Italian Trade Agency, sob o comando de Erica Di Giovancarlo e presidida por Scalfarotto, e apoio do próprio primeiro-ministro italiano Renzi, que fez questão da realização do evento. O evento trouxe cerca de 50 empresas italianas e reuniu 500 participantes, entre empresários e executivos dos setores de infraestrutura, energia, aeroespacial, agronegócio, comunicação e tecnologia.