Depois da retração das empresas por causa da crise, o Brasil deve receber R$ 345 bilhões de investimentos em grandes obras até 2016. São 39 megaprojetos, com valores acima de R$ 1 bilhão, anunciados pelo governo federal e por empresas de capital aberto para o período de 2009 a 2016, conforme levantamento da consultoria Diagonal Urbana, feito a pedido do Correio. Os setores de maior destaque são infraestrutura e logística, impulsionados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O segmento com maior volume de recursos é o de petróleo e petroquímica, com R$ 133,51 bilhões. Na segunda posição do ranking, aparece a área de energia, com R$ 73,79 bilhões, seguida de logística e transportes (R$ 61,2 bilhões) e siderurgia, metalurgia e mineração (R$ 54,16 bilhões).
Na avaliação de Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, as obras em infraestrutura serão suficientes para dar conta do aumento da demanda e do crescimento do país até 2014. Ele alerta, porém, que se não houver novos aportes, vários setores vão enfrentar dificuldades. “Os investimentos são suficientes até a Copa. Cabe ao próximo governo aumentá-los e, para isso, terá que diminuir gastos correntes, custeio e serviços da dívida”, diz. O especialista (1) observa que a taxa de investimentos do Brasil ainda é baixa, comparada com a de outros países. “Ela é de 17% a 20% do PIB. Precisamos passar para, no mínimo, 25%, para garantir um crescimento sustentável”, ressalta.