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BP quer sair da lanterninha do etanol

Três anos após sua estreia no Brasil, a inglesa BP faz seu maior investimento para tentar, finalmente, ganhar relevância no mercado de etanol

Redação GC 25/04/2011 às 14h20
BP quer sair da lanterninha do etanol

Fonte: Exame

Entre 2008 e 2010, seis grandes grupos globais, como o anglo-holandês Shell e o francês Louis Dreyfus, entraram na disputa pelo bilionário mercado brasileiro de açúcar e álcool, negócio que movimenta 50 bilhões de reais por ano. Dos seis, cinco estão hoje entre os dez maiores produtores do país. A exceção é a britânica BP, terceira maior produtora de petróleo do mundo, com cerca de 300 bilhões de dólares em receitas no ano passado, e uma das pioneiras entre os grupos estrangeiros a investir nas usinas de etanol brasileiras. A estreia da BP nesse mercado se deu há três anos, com a compra de 50% da usina Tropical, localizada em Goiás. A decisão estava em sintonia com a estratégia internacional da companhia lançada em 2000, quando sua marca corporativa deixou de ser a British Petroleum para se transformar em Beyond Petroleum (ou Além do Petróleo). Começava ali uma série de investimentos da BP em energias renováveis — e, pela lógica, o Brasil não poderia ficar de fora. Ao contrário, porém, do que a estratégia indicava, sua trajetória nos canaviais do país tem sido modesta. Nos últimos três anos, as concorrentes da BP investiram, juntas, 20 bilhões de reais em aquisições e na expansão de suas usinas. Enquanto isso, a BP simplesmente assistia aos movimentos do setor. A letargia só foi quebrada em meados de março, com a compra do controle da usina paulista CNAA — um negócio de 680 milhões de dólares, feito com um grupo de investidores estrangeiros do qual faziam parte o Goldman Sachs e o fundo Riverstone, do Carlyle Group. Com a aquisição, a BP passou do 32o para o 21o lugar entre as maiores produtoras de açúcar e etanol. “Agora estamos prontos para crescer”, diz Mario Lindenhayn, presidente da BP Biocombustíveis no Brasil.

A demora para reagir, nas palavras de Lindenhayn, resulta de uma “curva de aprendizado” que a empresa enfrentou ao entrar num setor desconhecido. Na usina Tropical, a BP, que passou mais de um século apenas extraindo petróleo, teve seu primeiro contato com a plantação de cana e a sazonalidade na venda do etanol. Segundo executivos do mercado, o vazamento no Golfo do México, ocorrido em abril de 2010, que se transformou num dos maiores acidentes ambientais da história, também ajudou a desviar as atenções da matriz. Passado o pior da crise, a subsidiária da BP tenta agora executar o plano de se tornar uma das cinco maiores do país até 2020. Isso seria feito por meio de aquisições e da construção de usinas próprias. O combustível da expansão virá de parte dos

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