O governo da Venezuela removeu as "dificuldades técnicas" que o impediam de participar no financiamento da construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e deve concretizar essa participação "nas próximas semanas", garantiu ao Valoro embaixador venezuelano no Brasil, Maximilien Arvelaiz. A questão técnica, informou ele, foi resolvida com a decisão do BNDES de aceitar, como garantia pelo financiamento do banco à estatal venezuelana PDVSA, cartas de fiança bancária com prazo de cinco anos, renováveis. O banco vinha exigindo garantias com prazo de 20 anos, como apresentadas pelas Petrobras. Como se prevê para 2012 a entrada em funcionamento da refinaria, após cinco anos a própria produção facilitará a concessão de novas garantias pelo governo venezuelano, segundo argumentaram executivos da PDVSA que, em dezembro, se reuniram com dirigentes do banco para fechar as condições de participação na obra.
O BNDES não quis se manifestar sobre a negociação, confirmada, porém, por funcionários a par do assunto. O banco aceitou receber garantias para cinco anos, renováveis, mas espera a formalização da proposta por parte do governo venezuelano, que deverá apresentar os documentos bancários para assumir a parcela do empréstimo que cabe ao país no financiamento à construtora.