O governo pretende fazer do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o instrumento garantidor da disputa no leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, a ser construída no Rio Xingu, no Pará. A oferta de um financiamento mais vantajoso tentará compensar a decisão de manter inalterado o edital de licitação.
Ontem, na cerimônia de posse como ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann jogou um balde d''água fria na expectativa das empresas de mudança nas regras. "A avaliação indica que não há necessidade de mudanças no edital", disse o ex-secretário executivo, substituto de Edison Lobão no ministério. A diretoria do BNDES estuda melhorar as condições de financiamento para atrair mais candidatos e garantir manutenção da tarifa mais baixa possível. O financiamento de Belo Monte pode chegar a mais de 70% do custo de R$ 19 bilhões da obra.