Combustível poderia ser internacional, mas retomada do etanol não obedeceu a critérios de planejamento estratégico no Brasil
Por José Alexandre Altahyde Hage*
Nossa intenção com este texto é analisar assuntos importantes para o Brasil: o papel que o álcool combustível ocupa na história recente, sua utilização e a crise pela qual vem passando desde 2010. Também avalia como surgiu o chamado etanol, como é mais conhecido na atualidade, e como pode interagir na economia internacional, apesar de sua “carbonização”.
A premissa de que haverá forte descarbonização da economia internacional, utilizando menos petróleo e carvão mineral, é algo que poderá ocorrer em um futuro que ainda não está à vista. Por serem mais dinâmicos na exploração e na logística, os combustíveis fósseis serão utilizados pelos países industrializados por mais alguns anos. Arriscar quanto tempo essa realidade perdurará pode ser atraente para o campo da especulação, mas de pouca utilidade para investigações mais acuradas.
A conveniência dos hidrocarbonetos ocorre pelo acúmulo de experiência em operação que os países, bem como empresas especializadas, apresentam para sua exploração. Apesar de o valor do barril de petróleo oscilar perto de 100 dólares há alguns meses, promovendo carestia no custo de vida em boa parte do sistema econômico mundial, a possibilidade desse custo abaixar para menos de 80 dólares é possível.