SÃO PAULO - De olho em um contrato que, segundo estimativas de mercado, deverá ficar entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões para o fornecimento de equipamentos para a Usina Hidroelétrica Belo Monte, o presidente da Alstom Brasil, o francês Philippe Delleur, partiu para o ataque. O executivo defende que o Consórcio Norte Energia não paute a escolha do responsável pelos sistemas da usina apenas pelo preço, pois segundo ele, o projeto apresenta muitos riscos para que possa ficar nas mãos de uma empresa que não possua a experiência da europeia nesse tipo de usinas no Brasil.
As conversas da Alstom se concentram com representantes do governo federal, que detém 49,98% de participação na usina por meio da Eletrobras. Em entrevista exclusiva ao DCI, Delleur disse que todos os participantes do consórcio liderado pela companhia que ele preside já realizaram um esforço para melhorar a competitividade da proposta técnico-econômica apresentada e que envolve um contrato EPC - aquele no qual o consórcio é o responsável por todo o projeto, no caso, de sistemas elétricos para o empreendimento.