A entrada em operação da nova fábrica de celulose da Klabin, na cidade de Ortigueira (PR), em março do ano passado, colocará o Brasil, ao lado de Canadá e China, na disputa pela vice-liderança mundial em volume de produção de celulose, atrás apenas dos Estados Unidos. Outra obra importante que posicionará o país na dianteira desta competição é o Projeto Horizonte 2, que envolve a ampliação da fábrica da Fibria, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, no município de Três Lagoas (MS). Iniciada em junho de 2015, a entrada em operação da segunda linha de produção de celulose da empresa está prevista para o início do quarto trimestre deste ano. Os investimentos das empresas desta área se justificam quando observamos as expectativas do segmento para os próximos anos. Até 2030 está previsto o plantio de 12 milhões de hectares de florestas no país, com custo estimado de R$ 52 bilhões.
Diante deste cenário, várias construtoras têm se especializando neste mercado. A Afonso França Engenharia, por exemplo, vem realizando pesados investimentos através da estruturação de uma célula específica para atender este setor que é muito exigente e possui requisitos de segurança e qualidade de padrão internacional. “As barreiras de entrada são grandes, sendo impossível ganhar uma obra para depois se estruturar. São anos de investimento em pessoas e processos, até que se conquiste uma primeira obra neste mercado que é sazonal e extremamente seletivo”, explica Estevam França, sócio-diretor da empresa.